segunda-feira, 28 de junho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010






Eu cheguei cedo para o jogo do Brasil com Portugal, no estádio Moses Mabhida, em Durban. Na véspera, várias ruas ao redor do estádio já estavam bloqueadas e sabíamos que parte do trajeto teria que ser feita a pé. Nada demais porque a temperatura estava bem agradável. O acesso foi tranquilo, os voluntários sabiam informar para onde devíamos nos dirigir e, mais uma vez, o espaço para convidados estava repleto de jovens sorridentes, com roupas típicas, para ajudar a servir o cardápio que incluía alguns pratos indianos. Durban tem a maior comunidade indiana fora da Ásia. No menu, um peito de frango muito temperado, com curry e outras especiarias, legumes gratinados, enroladinho de uva e carneiro assado.

A sala era toda envidraçada e quem quisesse podia ver o jogo dali mesmo. Mas, é claro que, dentro do estádio, ao lado da torcida, apesar de todas as vuvuzelas, é bem melhor. Melhor ainda se na mesma fileira em que você está sentada também estão Kaká e Elano. O primeiro estava fora do jogo porque tinha sido expulso e o segundo ainda se recuperava de uma contusão. Os dois distribuíram sorrisos, acenaram para os torcedores, foram aplaudidos, mas juntou tanta gente para fotografá-los que eles tiveram que se mudar para a tribuna de convidados da Fifa, no setor atrás do meu.






Antes de eles serem descobertos pelos torcedores, eu consegui registrar o nosso encontro. Na foto, além de mim, do Elano e do Kaká, também aparece o assessor especial da CBF Jean Pierre que acompanhava os dois. Meu amigo João Pedro Paes Leme também quis posar com os dois.

Eu estou escrevendo esse post exatamente no momento em que termina o jogo dos Estados Unidos com Gana. A vitória da equipe africana e a conquista da vaga para as quartas de final foram muito comemoradas pelos sul-africanos que estão trabalhando aqui com a gente na redação. Os donos da casa já têm por quem torcer.

Amanhã tem mais.

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JN voltou pra rua em Durban




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O belo estádio do duelo Brasil x Portugal




E aqui estou eu em Durban, minha segunda parada na África do Sul. Faz menos frio e o ar também é menos seco. Estamos ao nível do mar, à beira do Oceano Indico.

Fiz a viagem de Joburg até aqui de carro. Na direção, nosso chefe de produção João Ramalho e ainda os produtores e editores Flávio Orro e Monika Leitão. Quinhentos e oitenta quilômetros numa estrada excelente, bem sinalizada, asfalto lisinho, bom acostamento. Uma viagem tranquila.

Cheguei ao hotel da Seleção junto com o ônibus que trazia os jogadores brasileiros do aeroporto. Muitos torcedores na porta davam aquele clima de Copa. Gente fantasiada, gritos de “Brasil, Brasil!”.

O JN voltou pra rua e eu tive a companhia de alguns brasileiros que, mesmo de madrugada, permaneciam em vigília. Mas vou fazer aqui uma confissão: com a mudança de cidade, de hotel, de bolsa, o memory stick com as fotos da viagem e do primeiro JN em Durban ficaram no cofre do hotel. Amanhã, prometo atualizá-las.


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Essas fotos de hoje são da reportagem sobre o estádio Moses Mabhida. Impressionante! Ele se destaca na paisagem da cidade. Virou um cartão postal. Impossível não parar e tirar uma foto.

Durante a Copa, ele poderá abrigar 70 mil torcedores, mas depois serão retiradas as cadeiras mais altas de um setor todo branco. A capacidade vai cair para 55 mil, porém o estádio ficará mais bonito, porque essas cadeiras estão escondendo parte da estrutura do arco. Até as latas de lixo em volta do estádio são bonitas, não são? Como vocês já sabem, é só clicar em qualquer foto para ampliar. No vídeo abaixo, uma curiosidade: a espaçosa sala de imprensa do estádio, que estará cheia de jornalistas nesta sexta.

Quem perdeu ou quer rever a minha reportagem pro JN no Moses Mabhida é só clicar aqui.

É isso. Amanhã tem jogo do Brasil e viagem de volta pra Joanesburgo.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

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Festa, música, dança, cores, alegria e sofrimento: vale tudo pelos Bafana Bafana!




Olá! Hoje vivi uma experiência incrível. Fui assistir ao jogo da África do Sul com a França, numa Fan Fest dentro de Soweto. Na região – que é um distrito de Joburg -, vivem cerca de dois milhões e meio de pessoas. As primeiras casas surgiram ali para abrigar os mineiros que chegavam para trabalhar nas minas de ouro, ainda no século XIX. Mas, aos poucos, essa região foi se transformando, durante o regime de segregação racial, num bairro só de negros.

Soweto foi um centro de resistência contra o apartheid na década de 70 e ganhou fama internacional depois do levante de estudantes que se revoltaram contra a decisão do governo de só ensinar a língua dos brancos nas escolas. Hoje, mesmo depois do fim do apartheid, ainda é um local de negros.

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O telão e o palco com música ao vivo – no mesmo estilo que foi montado na Praia de Copacabana, por exemplo – foram montados no estádio de Elka, como mostrei no JN. Quando cheguei, os Bafana Bafana já venciam por 2 a 0 e fui vendo a cada minuto que passava a praça encher. Os torcedores começaram a acreditar que iam conseguir a classificação.

No momento do segundo gol, eu estava numa das ruas de Soweto e vi a festa dos moradores deixando suas casas para comemorar nas calçadas. Crianças, adultos, senhoras, pulavam de alegria. Diante do telão, olhos vidrados nos passes, lançamentos, ataques dos jogadores.

A produção e o colorido das roupas chamavam a atenção. E o frio ajuda a deixar todo mundo mais bonito. Uma roupa por cima da outra acaba dando um ar de fantasia às vestimentas. O torcedor sul-africano é animado, canta, dança, mas também sofre. Não por muito tempo, é verdade.

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Quem só se diverte, são as crianças. De vuvuzela em punho, elas transformam as cornetas em trenzinho e brincam sem preocupação com o jogo. E cada sorriso… queria ser uma fotógrafa competente para que vocês pudessem ver o que vi hoje em Soweto.

Amanhã, sigo para Durban, onde o Brasil enfrenta Portugal. Se nos classificarmos em primeiro, voltarei para Joanesburgo e certamente farei uma nova visita a Soweto. Com a eliminação dos Bafana, muitos sul-africanos vão torcer para uma outra seleção, também amarela…

E para quem não viu a minha reportagem em Soweto, que foi ao ar no JN, é só clicar aqui.

Até amanhã.

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terça-feira, 22 de junho de 2010





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Sábado de sol. Pela janela do hotel, parecia fazer calor. Mas que nada, o frio não dava trégua. Com vários casacos, luvas e cachecol, decidi sair pra almoçar. O restaurante escolhido fica numa área próxima ao Afrikan Craft Market. Uma espécie de mercado do artesanato. Um formigueiro de gente entrando e saindo por um corredor estreito. Barganhar é fundamental.

Alguns artistas trabalham ali mesmo, entre o atendimento a um ou outro cliente. São muitas máscaras, estátuas de bichos, colares de miçangas, pulseiras de chifre, de madeira. Muitos panos também. Um dos mais bonitos foi feito por uma jovem noiva que só se casaria quando terminasse o trabalho. Foram 13 anos até o tecido de uns três metros de comprimento ficar pronto. Palavra do vendedor.

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Esse corredor cheio de bequinhos termina numa praça. De lá, nesse sábado, vinha um som encantador. Daqueles que parecem atrair a gente. Ao chegar ao local, vi que era um grupo de jovens tocando tambores e xilofones gigantes, cantando e dançando. Uma alegria contagiante.

Eles fazem parte de um projeto chamado Smyle (Soweto Marimba Youth League). O objetivo é dar a crianças de áreas pobres, com poucas oportunidades, a chance de aprender música e mudar seu destino. Enquanto isso, eles devem privilegiar a educação e ficar afastados das drogas, do álcool, do crime e da gravidez na adolescência e ainda respeitar os outros e proteger o meio-ambiente.

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O dinheiro do projeto vem de donativos, de patrocínio e também de contratos que são feitos com o grupo para eles se apresentarem em eventos. Na apresentação desse sábado, para turistas no meio da praça, eles vendiam os dois primeiros CDs. Irresistível.

Se vocês quiserem saber mais sobre o Smyle, podem entrar no site deles (www.smyle.co.za). Lá existem várias maneiras de colaborar com o projeto.

Para ampliar as fotos, vocês já sabem, é só clicar nelas. E como foto não emite som, gravei também um vídeo dos jovens tocando. Sintam o alto astral da turma!

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quinta-feira, 17 de junho de 2010





Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos que mandaram mensagens aqui no blog preocupados com a minha voz. Fiquem tranquilos, estou me cuidando.

Eu adoro bastidores, making of e acho que não sou a única. Por isso, vou postar algumas fotos da equipe que está trabalhando comigo aqui em Joanesburgo. Uma turma animada apesar do horário, digamos, meio ingrato. Que comemora cada JN que botamos no ar. Não é demagogia minha, é felicidade mesmo.

Com alguns estou trabalhando pela primeira vez, mas tem também o José Roberto, o que está comigo na foto aí em cima, que me conhece há 20 anos e que no Brasil é o coordenador do Jornal Nacional. Uma fofoquinha: acho que o JR – como costumamos chamá-lo – nunca passou tanto frio. Está mais encasacado do que eu. E o frio está piorando a cada dia.

Também estão comigo aqui na fria Joanesburgo Maurício Almeida, José Lapa, Mariano Boni, Robson Frias, Rodrigo Daniel, Franklin Toledo, Hélio Fernandes, Roberto Beckert e Edson Magalhães. Um timaço! Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.

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Estreia com vitória. Magra, sim, mas vitória. Se ganhamos só por 2 a 1 da Coreia do Norte, goleamos no número de fotógrafos que queriam registrar a entrada das seleções em campo. Reparem nas fotos abaixo a diferença. À esquerda, os que queriam fotografar os brasileiros; à direita, os interessados nos norte-coreanos.
O Ellis Park estava cheio, mas não lotado. Pouco mais de 56 mil pessoas num estádio com capacidade para 61 mil. E estava um frio de rachar. Eu fui toda agasalhada, mas aquele ar gelado entrando pela boca me fez ficar quase sem voz, como vocês puderam notar no JN desta terça.

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Pior que o frio, só um grupo de 10, 12 norte-coreanos que assistiram à partida bem na nossa frente. Os funcionários do estádio cansaram de chamar a atenção deles, porque subiam nas cadeiras e levantavam uma bandeira que atrapalhava a visão de quem estava atrás. Na foto aí ao lado, olha um deles segurando a bandeira atrás de mim.

Eles estavam muito felizes, comemoravam até lateral para a Coreia do Norte. Vocês podem imaginar o auê que fizeram no gol norte-coreano, já no fim do jogo.

Domingo, dia 20, tem mais. A Seleção continua em Joanesburgo, mas joga em outro estádio contra a Costa do Marfim, o Soccer City. Boa sorte pra todos nós!

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Adorei saber que tem gente perguntando aqui no blog sobre os cachecóis que estou usando durante o JN. A ideia era preparar alguma coisa que remetesse às cores da África do Sul e do Brasil. Uma amiga minha, que foi figurinista por muito tempo, me disse que conhecia uma artesã em São Paulo que poderia fazer as peças.

Ela mesma encomendou pra mim e trouxe vários modelos para eu escolher. Acabei ficando com todos. Achei lindos e quentinhos. O mais diferente deles é o cinza – cor do meu uniforme – que ao amarrar forma uma flor.

Olha aí embaixo alguns dos que eu já usei no JN. É só clicar na foto pra ampliar. Vocês têm algum preferido?

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Olá, amigo internauta, muitos de vocês me perguntaram aqui no blog sobre a culinária sul-africana.

No fim-de-semana, conheci um restaurante que é considerado um dos melhores de Joanesburgo. Chama-se Moyo e fica na região chamada Melrose Arch. Uma área comercial, com um telão imenso para quem quer acompanhar os jogos da Copa, mesas nas calçadas, vários bares e restaurantes.

O Moyo é considerado muito especial porque tem especialidades de vários países africanos, como boerewors (salsichas locais), cordeiro marroquino com molho de tomate e menta, pastéis de bacalhau de Moçambique (iguais aos nossos bolinhos de bacalhau), sopa nigeriana com camarão, leite de coco e amendoim.

Eu experimentei um camarão pra lá de apimentado com abacaxi grelhado e cuscuz marroquino. No local, há ainda uma loja para venda de artesanato e também se apresentam artistas locais.

cartao_editEsses dois rapazes que aparecem na foto acima (clique para ampliar) cantam e tocam um instrumento que eu nunca tinha visto: uma cabaça com um teclado de metal por dentro. E me fizeram passar por um mico daqueles. Ainda bem que eu não preciso tocar maracas para ganhar a vida.

Na foto ao lado (clique para ampliar), uma foto do Melrose Arch. No vídeo abaixo, um aperitivo do clima e da música do Moyo.

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